"Contei os tijolos da parede
Contei as noites e os dias
Contei as formigas
Contei os fios de cabelo,
As unhas
As rugas e os riscos de minha mão
Rasguei-me inteira para ver de que sou feita
Sou feita de seda e pó
Sem costuras porque sou humana
Não vejo as cicatrizes de onde olho
As cicatrizes estão por dentro"
Helena Schopenhauer Borges
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Canção de amor da jovem louca- Sylvia Plath.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
Abro as pálpebras e tudo de novo renasce.
(Acho que inventei você na minha mente.)
As estrelas saem valsando em azuis e vermelhos.
E a arbitrária escuridão chega a galope.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
Sonhei que você me enfeitiçou até a cama
E cantou para mim em desvario.
Me beijou em total loucura.
(Acho que inventei você na minha mente.)
Deus desaba do céu.
O fogo do inferno abranda.
Vão-se os serafins e os homens de Satã.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
Imaginei que você voltaria como prometeu.
Mas envelheço e esqueço seu nome.
(Acho que inventei você na minha mente.)
Eu deveria ter amado um falcão, não a você.
Pelo menos retornam barulhentos quando vem a primavera.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
(Acho que inventei você na minha da mente.)
Abro as pálpebras e tudo de novo renasce.
(Acho que inventei você na minha mente.)
As estrelas saem valsando em azuis e vermelhos.
E a arbitrária escuridão chega a galope.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
Sonhei que você me enfeitiçou até a cama
E cantou para mim em desvario.
Me beijou em total loucura.
(Acho que inventei você na minha mente.)
Deus desaba do céu.
O fogo do inferno abranda.
Vão-se os serafins e os homens de Satã.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
Imaginei que você voltaria como prometeu.
Mas envelheço e esqueço seu nome.
(Acho que inventei você na minha mente.)
Eu deveria ter amado um falcão, não a você.
Pelo menos retornam barulhentos quando vem a primavera.
Fecho os olhos e o mundo inteiro tomba morto.
(Acho que inventei você na minha da mente.)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Minha herança : uma flor
"Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim"
Vanessa da Mata
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim"
Vanessa da Mata
Para uma nova flor...
"Não é só a inércia a responsável pelo fato das relações humanas se repetirem caso após caso, indescritivelmente monótonas e viciadas. É a inibição frente a qualquer experiência nova e imprevista com a qual não nos achamos capazes de lidar. Mas só alguém que esteja disposto a qualquer coisa, que não exclua nada, nem mesmo o mais enigmático, viverá a relação com o outro como uma experiência viva." (Rilke)
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Como a mulher de cada signo acorda!
Roubei isso do blog da Naty (tanks Naty!) Não concordo com tudo mas... É divertido!
Ariana: “Não me diga, não precisa falar, eu já sei dos meus 20 compromissos diários”
Taurina: “Bom dia pessoal! Essa é a lista com hora, minuto e segundos dos nossos compromissos. Ela é organizada e perfeita, já que ninguém tem reclamações, vamos trabalhar.”
Geminiana: "O relógio desperta, mas ela já está lá fora aquecendo o corpo, comendo uma barra de cereal e enviando e-mails enquanto o Sol nasce."
Canceriana: “Bom dia família! Vamos acordando meus amores. As roupas de vocês estão passadas em cima da cadeira e o café da manhã sorri para vocês.”
Leonina "Bom dia Sol! Toda essa luz é para mim?Claro que é, afinal eu sempre acordo tão linda e disposta. E agora vou para o trabalho, que é o melhor, fazer o que e mais amo e faço melhor que ninguém.”
Virginiana: “Já peguei a minha bolsa com todos os meus remédios.Minha escova de dentes, fio dental, enchaguante bucal, absorvente. Conferi três vezes se tranquei as portas, janelas e portão. De acordo com o cronograma estou 30 segundos adiantada!”
Libriana: "Bom dia Sol, bom dia casa, bom dia cachorro, bom dia jardim...”Continua dando bom dia enquanto termina seu alongamento. Toma seu café balanceado, com fibras, minerais e vitaminas.
Escorpiana: “Preguiça....preguiça... daqui uma hora eu levanto. Depois eu convenço meu chefe que eu merecia dormir mais.”Acorda uma hora depois e encontra o café posto, com m bilhete sobre a mesa de alguma apaixonada, que dormiu com ela e já foi embora.
Sagitariana: "Atrasada sai correndo sem tomar café, com uma meia do avesso e esquece alguma coisa importante em cima da cama.
Capricorniana: "Não toma café para economizar. Olha para rua, do 11º andar de seu prédio e diz “Afe...já começou de novo.Lá vou eu salvar a empresa mais um dia. Será que eu tomei meu remédio para pressão alta?”
Aquariana:“Bom dia galera”. Cumprimentando os jovens desabrigados que ela conheceu em um movimento, de causa nobre, noite passada.“Bom, tem comida no armário.Fiquem o necessário, beleza? Vou encontrar o pessoal do outro movimento de manhã, à tarde vou para uma passeata.Quem quiser me achar...bem....deu azar . Volto tarde, não me espere para o jantar”
Pisciana:"Levanta arrumando a cama, limpando o caminho e fazendo uma oração. Continua o dia todo trabalhando freneticamente até a hora de dormir. "
Ariana: “Não me diga, não precisa falar, eu já sei dos meus 20 compromissos diários”
Taurina: “Bom dia pessoal! Essa é a lista com hora, minuto e segundos dos nossos compromissos. Ela é organizada e perfeita, já que ninguém tem reclamações, vamos trabalhar.”
Geminiana: "O relógio desperta, mas ela já está lá fora aquecendo o corpo, comendo uma barra de cereal e enviando e-mails enquanto o Sol nasce."
Canceriana: “Bom dia família! Vamos acordando meus amores. As roupas de vocês estão passadas em cima da cadeira e o café da manhã sorri para vocês.”
Leonina "Bom dia Sol! Toda essa luz é para mim?Claro que é, afinal eu sempre acordo tão linda e disposta. E agora vou para o trabalho, que é o melhor, fazer o que e mais amo e faço melhor que ninguém.”
Virginiana: “Já peguei a minha bolsa com todos os meus remédios.Minha escova de dentes, fio dental, enchaguante bucal, absorvente. Conferi três vezes se tranquei as portas, janelas e portão. De acordo com o cronograma estou 30 segundos adiantada!”
Libriana: "Bom dia Sol, bom dia casa, bom dia cachorro, bom dia jardim...”Continua dando bom dia enquanto termina seu alongamento. Toma seu café balanceado, com fibras, minerais e vitaminas.
Escorpiana: “Preguiça....preguiça... daqui uma hora eu levanto. Depois eu convenço meu chefe que eu merecia dormir mais.”Acorda uma hora depois e encontra o café posto, com m bilhete sobre a mesa de alguma apaixonada, que dormiu com ela e já foi embora.
Sagitariana: "Atrasada sai correndo sem tomar café, com uma meia do avesso e esquece alguma coisa importante em cima da cama.
Capricorniana: "Não toma café para economizar. Olha para rua, do 11º andar de seu prédio e diz “Afe...já começou de novo.Lá vou eu salvar a empresa mais um dia. Será que eu tomei meu remédio para pressão alta?”
Aquariana:“Bom dia galera”. Cumprimentando os jovens desabrigados que ela conheceu em um movimento, de causa nobre, noite passada.“Bom, tem comida no armário.Fiquem o necessário, beleza? Vou encontrar o pessoal do outro movimento de manhã, à tarde vou para uma passeata.Quem quiser me achar...bem....deu azar . Volto tarde, não me espere para o jantar”
Pisciana:"Levanta arrumando a cama, limpando o caminho e fazendo uma oração. Continua o dia todo trabalhando freneticamente até a hora de dormir. "
Perfumes no Onibus 168
E por falar em flores... Lembrei de um conto do Cotarzar (autor apresentado pela Naomi, menina de quem sinto saudade). Não achei ele na internet, mas achei uma matéria. Esse não está entre os que marcaram a Naomi, mas me marcou. Existem também outros vários, maravilhosos que nos deixou ( eu e Naomi) empolgadas, loucas, procurando imagens no youTube.
Enfim, é de um livro chamado Bestiário, são contos de realismo fantástico, e deixaria qualquer um encantado...
"Histórias para pensar
SOBRE UM CONTO DE CORTÁZAR
por Rinaldo de Fernandes
Um dos autores mais importantes para mim é o argentino Julio Cortazar. Impossível deixar de reconhecer isso – e permanentemente o faço como gratidão à capacidade desse contista de mover minha sensibilidade e inteligência (se é que as possuo). Gosto de praticamente todos os contos dele – da atmosfera, do ambiente, da arquitetura de seus personagens. Um dos contos mais intensos e inquietantes do século XX é “Ônibus”, que consta do famoso livro Bestiário, que Cortazar publicou na década de 50.
De técnica apurada, acelera o leitor à proporção que a marcha do ônibus aumenta. Clara, uma das protagonistas do conto, pega numa esquina o ônibus 168, que ronda por bairros de Buenos Aires, e se depara com uma estranha gente que passa a observá-la insistentemente assim que adentra o veículo. Os olhares mais duros, e estranhamente ameaçadores, vêm do motorista e do cobrador. À frente, sobe um outro passageiro, um homem, que, como Clara, sofrerá o mesmo peso dos olhares insistentes. Eis o insólito, o fantástico, infiltrando-se no real. Mas infiltrando-se de forma sutil, como o perfume dos ramos que os demais passageiros – que seguem para o cemitério de Chacarita – carregam.
Entrando pela janela como os charcos (e muito provavelmente seus odores) que se estendem nos fundos dos terrenos baldios e que Clara, tentando descontração, observa. Clara e o homem, de uma hora para outra, inseguros, instáveis. Numa palavra, desamparados. Mas nada é mais importante do que a intensidade com que isso é narrado. O motorista, em certo momento, após os outros passageiros desceram diante do cemitério, ficando no ônibus somente Clara e o homem, torna-se ainda mais ameaçador. Vem vez por outra para cima dos dois, agora sentados juntos, tentando enfrentá-los como um desmiolado. Daí a única saída, para Clara e o outro, ser buscar uma maneira de descer desse ônibus, que no entanto descamba por ruas numa velocidade aterrorizante.
O que quer esse motorista tão intimidador? Por que enfrentar dois passageiros que, de tão amedrontados, amparam-se, segurando-se nas mãos? O conto não apresenta as respostas, deixa-as implícitas. Clara e o homem, num lance intempestivo, escapolem do veículo quando este pára diante de uma praça. E saem andando, ainda angustiados, pela praça cheia de crianças e sorveteiros. O homem compra de um vendedor dois ramos de flores. As mesmas flores que eles não dispunham no interior do veículo e que os fizeram se sentir deslocados diante daqueles que as levavam ao cemitério.
Em literatura, penso que poucos personagens pegarão um ônibus tão assustador como esse do autor argentino. Talvez o motorista seja uma alegoria da morte, a que a todos conduz para o desconhecido. Talvez o ônibus seja a nave que a todos transporta para as portas do céu ou do inferno (tal a barca de Caronte). E tudo muito perfumado pelas flores dos que a todos acompanham à campa. Parece ser da morte e da angústia que ela nos provoca que o conto trata."
Rinaldo de Fernandes é contista consumado. Autor das obras O Caçador, Perfume de Roberta. Professor de literatura organizou os livros Chico Buarque do Brasil, O clarim e a oração e Contos cruéis. É titular da coluna Rodapé/ Ponto de Vista Crítico, nos suplementos literários curitibano Rascunho e no paraibano Correio das Artes.
Enfim, é de um livro chamado Bestiário, são contos de realismo fantástico, e deixaria qualquer um encantado...
"Histórias para pensar
SOBRE UM CONTO DE CORTÁZAR
por Rinaldo de Fernandes
Um dos autores mais importantes para mim é o argentino Julio Cortazar. Impossível deixar de reconhecer isso – e permanentemente o faço como gratidão à capacidade desse contista de mover minha sensibilidade e inteligência (se é que as possuo). Gosto de praticamente todos os contos dele – da atmosfera, do ambiente, da arquitetura de seus personagens. Um dos contos mais intensos e inquietantes do século XX é “Ônibus”, que consta do famoso livro Bestiário, que Cortazar publicou na década de 50.
De técnica apurada, acelera o leitor à proporção que a marcha do ônibus aumenta. Clara, uma das protagonistas do conto, pega numa esquina o ônibus 168, que ronda por bairros de Buenos Aires, e se depara com uma estranha gente que passa a observá-la insistentemente assim que adentra o veículo. Os olhares mais duros, e estranhamente ameaçadores, vêm do motorista e do cobrador. À frente, sobe um outro passageiro, um homem, que, como Clara, sofrerá o mesmo peso dos olhares insistentes. Eis o insólito, o fantástico, infiltrando-se no real. Mas infiltrando-se de forma sutil, como o perfume dos ramos que os demais passageiros – que seguem para o cemitério de Chacarita – carregam.
Entrando pela janela como os charcos (e muito provavelmente seus odores) que se estendem nos fundos dos terrenos baldios e que Clara, tentando descontração, observa. Clara e o homem, de uma hora para outra, inseguros, instáveis. Numa palavra, desamparados. Mas nada é mais importante do que a intensidade com que isso é narrado. O motorista, em certo momento, após os outros passageiros desceram diante do cemitério, ficando no ônibus somente Clara e o homem, torna-se ainda mais ameaçador. Vem vez por outra para cima dos dois, agora sentados juntos, tentando enfrentá-los como um desmiolado. Daí a única saída, para Clara e o outro, ser buscar uma maneira de descer desse ônibus, que no entanto descamba por ruas numa velocidade aterrorizante.
O que quer esse motorista tão intimidador? Por que enfrentar dois passageiros que, de tão amedrontados, amparam-se, segurando-se nas mãos? O conto não apresenta as respostas, deixa-as implícitas. Clara e o homem, num lance intempestivo, escapolem do veículo quando este pára diante de uma praça. E saem andando, ainda angustiados, pela praça cheia de crianças e sorveteiros. O homem compra de um vendedor dois ramos de flores. As mesmas flores que eles não dispunham no interior do veículo e que os fizeram se sentir deslocados diante daqueles que as levavam ao cemitério.
Em literatura, penso que poucos personagens pegarão um ônibus tão assustador como esse do autor argentino. Talvez o motorista seja uma alegoria da morte, a que a todos conduz para o desconhecido. Talvez o ônibus seja a nave que a todos transporta para as portas do céu ou do inferno (tal a barca de Caronte). E tudo muito perfumado pelas flores dos que a todos acompanham à campa. Parece ser da morte e da angústia que ela nos provoca que o conto trata."
Rinaldo de Fernandes é contista consumado. Autor das obras O Caçador, Perfume de Roberta. Professor de literatura organizou os livros Chico Buarque do Brasil, O clarim e a oração e Contos cruéis. É titular da coluna Rodapé/ Ponto de Vista Crítico, nos suplementos literários curitibano Rascunho e no paraibano Correio das Artes.
Preguiça de amores inventados
Hoje acordei no clima de Analdo Antunes cantando Exagerado do Cazuza(viva o DUDU)! Ótima desconstrução de uma musica... rs
Não sei ainda colocar links aqui, mas vale a pena ouvir.
Me sinto assim... Exaaaaaaageeeeeeeee e e e e e e e r a d a!
Não sei ainda colocar links aqui, mas vale a pena ouvir.
Me sinto assim... Exaaaaaaageeeeeeeee e e e e e e e r a d a!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Porque eu nunca poderei me deixar... E que isso venha ao som de um blues!
"para onde vão os trens meu pai? para mahal, tamí, para camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também pra lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti."
Hilda Hilst
Hilda Hilst
Ponha uma margarida na sua fossa!
"O índice de poluicão dos rios é alarmante. Não entre nessa. Ponha uma margarida na sua fossa.
Ou
O asfalto ameaça o homem e as flores. Cuidado. Use uma margarida na sua fossa.
Ou
A alegria não é difícil. Fique atento no seu canto. Basta uma margarida na sua fossa."
Caio Fernando Abreu
Ultimamente toda minha vida está relacionada a flores!!!
Depois desse texto ando pintando margaridas por aí... Quem sabe ajuda!
Ou
O asfalto ameaça o homem e as flores. Cuidado. Use uma margarida na sua fossa.
Ou
A alegria não é difícil. Fique atento no seu canto. Basta uma margarida na sua fossa."
Caio Fernando Abreu
Ultimamente toda minha vida está relacionada a flores!!!
Depois desse texto ando pintando margaridas por aí... Quem sabe ajuda!
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